Governo Geisel
Eleito em 15 de março de 1974, Ernesto Geisel pertencia à linha moderada das forças armadas, pois concebia o regime militar como transitório para assegurar o liberalismo no país. Durante o governo Geisel iniciou a transição para a democracia liberal que ele mesmo designou que deveria ocorrer de forma “lenta, gradual e segura”. Algumas prerrogativas dos Atos Institucionais expiraram, como o caso da cassação aos direitos políticos de algumas personalidades pelo AI-1, e outras foram suplantadas, como a proibição à propaganda política pelo AI-5. Ao final do governo, em 1978, Geisel anulou o AI-5, preparando a abertura do regime militar.
Em 15 de março de 1979, o general Geisel deixou a presidência e foi sucedido pelo general João Figueiredo, que foi o último presidente da ditadura militar no Brasil. O general deu continuidade ao projeto iniciado no governo anterior de abertura do regime, como designado pelos militares de maneira “lenta, gradual e segura”. Desse modo, em agosto de 1979, assinou a Lei de Anistia Política que anulou as punições aos brasileiros feitas desde 1964.

Ernesto Geisel.
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